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sexta-feira, 21 de junho de 2013

A postura contorcida de fósseis de dinossauros


Fósseis de dinossauros relativamente completos são bastante raros. Além disso, fósseis em que os ossos são essencialmente preservados em disposição apropriada (chamados de fósseis totalmente articulados) são ainda mais raros. No entanto, entre esses fósseis raros, totalmente articulados, existe uma característica comum:a cabeça é frequentemente lançada para trás, e o pescoço curvado, como mostrado no fóssil acima. Isso é tão comum que tem seu próprio termo científico: é a chamada postura opistotônica. Por ser tão comum entre fósseis de dinossauros, tem sido reconhecida há muito tempo. Na verdade, a primeira referência a ela na literatura científica pode ser atribuída a um jornal alemão que foi escrito por A. Wagner por volta de 1859.[1] Desde então, os paleontólogos têm tentado descobrir o que causa essa “pose da morte” incomum.

Essa investigação gerou muita especulação, mas, por fim, um estudo publicado em 2007 aparentemente teria resolvido a questão. Foi feito por uma veterinária,  Dra. Cynthia Marshall Faux, e um paleontólogo de vertebrados, Dr. Kevin Padian. De fato, parece uma equipe perfeita para descobrir o que estaria acontecendo. A veterinária entenderia as várias características fisiológicas e anatômicas dos vertebrados vivos e como elas mudariam durante o processo de morte, e o paleontólogo, os detalhes sobre o processo de fossilização. A conclusão deles foi:[2]

“Não se trata de contração postmortem, mas espasmos musculares perimortem resultantes de várias aflições do sistema nervoso central que causam essas posturas extremas.”

Assim, de acordo com Faux e Padian, a postura opistotônica ocorre em ou perto do momento da morte (perimortem) devido a problemas relacionados ao sistema nervoso central. Não tem nada a ver com o que acontece após a morte (postmortem). O estudo teve ampla divulgação na imprensa e foi considerado por alguns como a palavra final sobre o assunto.

Isso, até o ano passado. Em novembro de 2011, Alicia Cutler relatouos resultados de experimentos em que ela usou galinhas mortas para estudar os efeitos de diversas condiçõespostmortem sobre a postura de restos esqueléticos. Ela descobriu que, quando galinhas mortas eram colocadas na areia, realmente nada acontecia com a postura de seus esqueletos. No entanto, quando galinhas mortas foram imersas em água doce, elas entraram na postura opistotônica em questão de segundos. Isso indica que a “pose da morte” de dinossauros fósseis pode ser o resultado de exposição postmortem à água. Eu vi a notícia linkada acima não muito tempo depois que ela saiu, mas decidi não escrever sobre isso, pois os resultados foram apresentados em uma reunião. Eu geralmente gosto de ter um paper para ler antes de comentar sobre os estudos que foram feitos.

Bem, tanto quanto eu saiba, Cutler não escreveu um artigo sobre seus resultados, mas o sedimentologista Dr. Achim Reisdorf e o paleontólogo Dr. Michael Wuttke escreveram. Eles escreveram um documento circunstanciado sobre todo o trabalho que tem sido feito em relação a essa questão, bem como sobre suas próprias experiências e investigações. Eles chegam a uma conclusão muito semelhante à de Cutler.

Em seu estudo, eles examinam dois fósseis muito bem preservados que apresentaram a postura opistotônica e decidem que o que veem não pode ser reconciliado com as conclusões de Faux e Padian. No entanto, essa análise contém muita especulação, o que os autores admitem. Para mim, o aspecto mais convincente de seu estudo é que eles realizaram experiências semelhantes, mas mais detalhadas, do que aquelas feitas por Cutler, enquanto continuam a dar crédito a Cutler pelo seu trabalho. Eles confirmam que, quando galinhas mortas são colocadas na água, elas rapidamente atingem a postura opistotônica, e eles ainda demonstram os detalhes anatômicos a respeito de por que isso acontece. Eles também confirmam que esses mesmos detalhes anatômicos são vistos nos dinossauros que são normalmente encontrados na postura opistotônica.

No fim, eles concluem:[3]

“Do que foi apresentado acima, pode-se concluir que a formação da ‘postura opistotônica’ em carcaças de répteis de pescoço longo e cauda longa depositadas subaquaticamente é o resultado de um processo post-mortem... essa postura deve ser vista como um fenômeno normal que ocorre durante a incorporação gradual e subaquática desses tipos de carcaças.”

Em outras palavras, agora, o fato de que tantos fósseis de dinossauros articulados são encontrados na postura opistotônica é provavelmente relacionado com alteraçõespostmortem específicas que ocorrem como resultado de terem sido enterrados em sedimentos aquosos. Claro, isso se encaixa perfeitamente com a ideia de que esses fósseis de dinossauros são o resultado das ações de um dilúvio universal.

(Dr. Jay L. Wile [Proslogion], via Ler Para Crer)

Referências:

1. Wagner A, “Über einige, im lithographischen Schiefer neu aufgefundene Schildkröten und Saurier,” Gelehrte Anz königl Bayer Akad Wiss 69:1-69, 1859.
2. Faux CM, Padian K, “The opisthotonic posture of vertebrate skeletons: post-mortem contraction or death throes?,” Paleobiolology 33:201–226, 2007.
3. Achim G. Reisdorf and Michael Wuttke, “Re-evaluating Moodie’s Opisthotonic-Posture Hypothesis in Fossil Vertebrates Part I: Reptiles – the taphonomy of the bipedal dinosaurs Compsognathus longipes and Juravenator starki from the Solnhofen Archipelago (Jurassic, Germany),” Palaeobiodiversity and Palaeoenvironments 92:119-168, 2012.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

“Elo perdido” ou mais especulações?


O estudo do rosto do chamado “Chico de la Gran Dolina”, um adolescente que viveu na Sierra de Atapuerca, no norte da Espanha, há quase um milhão de anos [segundo a cronologia evolucionista], confirma a hipótese de que pode se tratar de uma nova espécie: o Homo antecessor, do qual apenas encontraram restos nessa região. Parte do estudo foi publicada na revista científica Plos One, informou José María Bermúdez de Castro, um de seus autores e membro da equipe científica de Atapuerca, nesta terça-feira (11). A análise, realizada por cientistas do Centro Nacional de Pesquisa sobre a Evolução 
Humana
e da Universidade de Nova York (EUA), concluiu que o rosto tem traços modernos, já que é visível uma expansão craniana e os dentes também são modernos, embora ainda possuam “traços primitivos”. “Sem dúvida alguma”, de acordo com Bermúdez de Castro, se trata de uma espécie distinta de todas encontradas até agora.

O paleontólogo diz acreditar que o Homo antecessor pode estar “muito próximo” ao antepassado comum entre o Homo neandertal e o homem moderno, “inclusive poderia seresse ancestral”, embora seja algo que ainda tem que ser debatido com a comunidade científica. Trata-se de um tronco comum que deve ter surgido em uma zona situada entre o leste da África e o sudoeste da Ásia entre o Homo neandertal, que se expandiu pela Eurásia, e o homem moderno, cuja origem é situada na África.

Bermúdez de Castro reconhece que a comunidade científica não está totalmente de acordo em relação a esse ponto e pede uma opinião, embora ele tenha lembrado que quase não foram feitos estudos sobre restos do Homo antecessor do que os realizados pelos membros da equipe de Atapuerca.

O estudo foi focado no rosto mediante um remodelador facial que permitiu saber qual teria sido o aspecto do adolescente - cujos restos foram encontrados em escavações em 1995 - quando alcançasse a idade adulta.

Seus restos também foram comparados aos de um Homo ergaster, ser mais primitivo, encontrado em uma jazida em Marrocos e com a mesma idade dental. Existem “diferenças evidentes” entre os dois, já que o segundo apresenta uma menor reabsorção facial, por isso seus traços são “mais primitivos”, além de possuir uma dentadura também menos evoluída e um crânio menor.

Os restos do Chico de la Gran Dolina, que morreu na Serra de Atapuerca, não são os únicos que poderiam permitir estudos sobre essa espécie. Até agora, foram localizados 140 restos de 11 indivíduos, embora a maioria deles seja de crianças e adolescentes, havendo apenas restos de dois adultos.

Bermúdez de Castro lembrou que os vestígios do Homo antecessor foram encontrados em uma escavação e está convencido de que, quando conseguirem escavar toda a extensão da região, encontrarão milhares de restos mais, o que seria “uma orgia científica”.

No entanto, também lembrou que ainda faltam décadas para que se chegue a esse ponto, e por isso “é provável que sejam meus netos os que irão vê-los”. 

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Russos conseguem sangue fresco de mamute


[Há supostos 15 mil anos], uma velha fêmea de mamute lanudo, com idade entre 50 e 60 anos e pesando cerca de três toneladas, estava fugindo de predadores e acabou caindo no gelo ou se atolando em um pântano. Seu cadáver foi encontrado recentemente por cientistas russos, em um bloco de gelo na Ilha Lyakhovsky, uma ilha do grupo mais ao sul do arquipélago Novosibirsk, na Sibéria. As partes mais baixas do mamute, incluindo o estômago, ficaram encerradas no gelo nos últimos [supostos] 10 mil a 15 mil anos. A parte superior do torso e duas pernas foram preservadas no solo e mostram sinais de terem sido mordidas por predadores pré-históricos e modernos. Semyon Grigoriev, chefe do Museu de Mamutes do Instituto de Ecologia Aplicada da Universidade Federal do Norte e Nordeste (Rússia) está chamando este de o “mais bem preservado mamute da história da paleontologia”.

Mas não é só o estado de preservação do mamute que chama a atenção. Durante a escavação, conforme os pesquisadores retiravam blocos de gelo, eles notaram manchas de sangue escuro nas cavidades abaixo da barriga do mamute. Quando quebraram o gelo com uma sonda, o sangue começou a fluir. Só que isso não deveria acontecer – a carcaça e o sangue estavam presos em um bloco de gelo a -10°C.

“Podemos presumir que o sangue dos mamutes tenha alguma propriedade anticongelante”, apontou Grigoriev. Essa descoberta é consistente com o trabalho feito por geneticistas canadenses que, em 2010, mostraram que a hemoglobina dos mamutes liberava mais oxigênio a baixas temperaturas que a hemoglobina dos elefantes modernos.

Além do sangue, os paleontólogos recuperaram tecido muscular, ossos e dentes. Segundo eles, o tecido muscular recuperado tem a cor vermelha de carne fresca. O sangue está passando por uma análise bacteriológica nos laboratórios da universidade, em Yakutsk, e os resultados devem sair em breve.

A descoberta de sangue líquido cria também a expectativa de que o mamute lanudo possa vir a ser clonado a partir desse material. A universidade já firmou parceria com o controverso cientista Hwang Woo-Suk (que já fraudou dados envolvendo um procedimento para clonar células humanas).

Mas não são só os cientistas envolvidos em clonagem que estão interessados na fêmea de mamute lanudo – paleontólogos também esperam aprender mais sobre como viviam os mamutes da espécie.

sábado, 18 de maio de 2013

Atividade vulcânica teria extinguido os dinossauro



A atividade vulcânica na região onde atualmente está a Índia, e não um asteroide, teria causado a morte dos dinossauros, de acordo com um novo estudo. Ao longo de dezenas de milhares de anos, a lava escorreu do planalto de Deccan, uma região vulcânica perto de onde atualmente está a cidade de Mumbai. Essa atividade teria expelido toneladas de níveis tóxicos de dióxido de carbono na atmosfera e provocado a extinção em massa por conta de um aquecimento global e acidificação dos oceanos, segundo uma pesquisa da Universidade de Princeton. Os achados, apresentados na última semana em São Francisco, EUA, durante o encontro anual da União Americana de Geofísica,( Ó EU AQUI ^^) serviram como munição para o debate que discutiu se um asteroide ou um vulcão teriam provocado a morte dos dinossauros há 65 milhões de anos.

De acordo com a outra teoria, um asteroide gigante teria se chocado em Chicxulub, no México, há aproximadamente 65 milhões de anos [segundo a cronologia evolucionista], e liberado quantidades tóxicas de poeira e gás na atmosfera, o que teria bloqueado os raios do sol e causado um esfriamento da Terra, sufocando os dinossauros e causando envenenamento da vida marinha. O impacto do meteoro também poderia ter desencadeado atividades vulcânicas, terremotos e tsunamis.

Contudo, esse novo estudo mostra que o planalto de Deccan – uma das maiores províncias vulcânicas do mundo - já existia antes da extinção dos dinossauros e pode ter contribuído total ou parcialmente para a sua morte em massa. Em 2009, companhias de petróleo estavam perfurando a região da costa indiana e eles encontraram sedimentos enterrados a 3,3 quilômetros de profundidade. Os pesquisadores encontraram fósseis que datam do período Cretáceo-Terciário, quando os dinossauros foram varridos da face da Terra.

Junto com os fósseis, foram encontradas algumas pequenas espécies de plâncton, que estavam em conchas, após as camadas de lava, o que poderia indicar que isso aconteceu anos após as erupções [ou logo em seguida?]. Os fósseis, tanto de animais terrestres quando de vegetais, sugerem que os vulcões causaram extinção em massa tanto na terra quando no mar.

De acordo com os pesquisadores que defendem que o vulcão teria provocado a extinção dos dinossauros, um meteoro não seria capaz de produzir níveis tóxicos suficientes de enxofre e dióxido de carbono para aniquilar os animais de vez, mas isso poderia ter contribuído para a sua extinção.


Nota: Esqueça os milhões de anos e tente visualizar uma catástrofe ocorrida em tempo relativamente curto (dias, semanas ou meses), envolvendo provavelmente diversos impactos meteoríticos (não apenas um), rompimento da crosta terrestre com liberação de água sob pressão e muitos derrames de lava (em quantidade hoje praticamente inacreditável, não fosse o registro fóssil para atestar isso) e muita, muita água – fator que explicaria a fossilização em massa de incontáveis espécimes, não apenas dinossauros. Aliás, se os dinos tivessem morrido por causa de nuvens tóxicas ou algo assim, o cadáver deles teria ficado exposto e decomposto, não fossilizado, o que depende de sepultamento em água e lama. Finalmente, se a extinção dos dinossauros ocorreu (unicamente) por causa de atividade vulcânica ou impacto meteorítico, por que apenas eles (bem fortes) foram extintos? Pelo visto, derrames de lava, meteoritos, inundação, extinções em massa, etc., são eventos interligados que poderiam compor um único cenário catastrófico ocorrido há alguns milhares de anos. Para comunidade Geofísica Criacionista Um evento chamado dilúvio para os Paleontólogos Evolucionista as evidências mais aceita seria a dos Asteroides e por assim se vai , entretanto ainda falta algo a ser questionado e o mistério ainda continua a prevalecer .

'' Ciência confirma que dinossauros viveram recentemente ''



As crianças em idade escolar têm sido doutrinadas no sentido de acreditar não só que são necessários “milhões de anos” para a formação de fósseis, mas também no sentido de acreditar que os fósseis têm estado debaixo das camadas rochosas há “milhões de anos”. No entanto, a descoberta de diversos fósseis com tecido macio em todo o mundo põe em causa este mito evolutivo.  Outro exemplo disso é um fóssil de mosassauro recentemente descoberto em Dakota do Sul. Esse fóssil – que tem cerca de três metros – não só ainda tem tecido macio nele como também retém dentro do estômago partes da sua última refeição. Aparentemente, a “espantosa” preservação não só reteve os ossos na sua posição articulada, mas também reteve algum tecido original.

James Martin, o curador do museu, afirmou ao Rapid City Journal que “ainda há cartilagem nos ossos da omoplata e num osso chamado de caracóide...” Esse fóssil inclui também o conteúdo do estômago do animal – a sua última refeição.

[A legenda] de uma das fotografias declara que “o fóssil, descoberto neste verão viveu na Idade dos Répteis, há 80 milhões de anos atrás” [segundo a cronologia evolucionista]. Mas essa data evolutiva não está em conformidade com o fato de o fóssil ainda conter material orgânico.

A cartilagem é uma mistura de material biológico, incluindo colágeno e proteínas elastinas. Essas mesmas proteínas foram também detectadas num hadrossauro com “80 milhões de anos” (Schweitzer, M. H. et al. 2009. “Biomolecular Characterization and Protein Sequences of the Campanian Hadrosaur B. Canadensis”. Science 324 [5927]: 626-631.). O colágeno integra também o tecido dos ossos.

Os cientistas têm realizado experiências em que são observadas as taxas de decaimento da proteína colagênica. Uma equipe liderada pelo pesquisador da origem da vida (ODV), Jeffrey Bada, descobriu que “a hidrólise interna fragmenta a proteína original” de modo que ela se deteriora espontaneamente. Eles calcularam que o colágeno preso dentro de um osso sólido decai mais rapidamente que o colágeno embutido nas conchas marinhas.

Uma estimativa numérica presente num livro de bioquímica convencional demonstra a natureza errônea dos “milhões de anos” consignados ao mosassauro. O livro declara: “Na ausência de um catalisador, a meia-vida para a hidrólise de um peptídeo com pH neutro está estimada entre os 10 e os 1.000 anos.” Isso significa que depois dos mil anos, metade da proteína original – se mantida seca e fria – deveria se desintegrar. Passados mais mil anos, outra metade decairia. Eventualmente, nada restaria.

A essa taxa de deterioração seria interessante saber se uma proteína do tamanho da Terra poderia sobreviver 80 milhões de anos!

domingo, 12 de maio de 2013

Pesquisa pode mostrar cor real da pele de dinossauro


Pesquisadores comemoraram muito essa descoberta , é que uma rara amostra de pele de dinossauro deve ser analisada por pesquisadores do Canadian Light Source (CLS) para determinar sua exata cor de pele, dieta e explicar por que esse fóssil continuou tão bem preservado mesmo após 70 milhões de anos. Para isso, eles devem usar um acelerador de partículas conhecido como síncrotron, capaz de analisar a composição química de diversos tipos de materiais. A amostra de pele pertence a um hadrossauro, um dinossauro com um bico de pato que viveu no final do Período Cretáceo, entre 100 e 65 milhões de anos atrás . O fóssil foi encontrado em um rio na província de Alberta, no Canadá. Apesar de a área possuir uma grande coleção de fósseis, os pesquisadores não sabem dizer por que esse ficou especialmente bem preservado. “Enquanto escavávamos o fóssil, eu pensei que se tratava apenas de uma impressão da pele. Quando tiramos a primeira peça, no entanto, me dei conta de que não era algo comum – era pele de verdade. Todos os envolvidos na escavação ficaram empolgados e, logo em seguida, começamos a discutir novos projetos de pesquisa”, diz Mauricio Barbi, físico da Universidade de Regina, no Canadá.

Segundo o pesquisador, o fóssil é apenas a terceira amostra tridimensional de pele de dinossauro já encontrada em todo o mundo. “Esse fóssil é fascinante porque pode nos contar muito sobre a vida e a aparência dos dinossauros que viviam nessa área”, diz.

Uma das perguntas que deve ser respondida pelos pesquisadores é se a pele era verde ou cinza – as cores em que a maioria dos dinossauros são desenhados – ou de alguma coloração completamente diferente. Mauricio Barbi disse que ele deve usar o síncrotron para analisar estruturas conhecidas como melanossomos, organelas celulares que contêm os pigmentos que controlam a cor da pele dos animais. “Se formos capazes de observar os melanossomos, será a primeira vez que o pigmento será identificado na pele de um dinossauro. Nós não temos nenhuma ideia real sobre como essa pele se parecia – se ela seria verde, azul, laranja...”, diz.

O síncrotron funciona ao acelerar elétrons dentro de um tubo a velocidades próximas à da luz. Ao manipular essas partículas, os pesquisadores podem gerar diferentes formas de luz muito brilhante, que são usados para estudar a estrutura da matéria. No caso do fóssil, os pesquisadores do CLS pretendem usar os raios de luz no infravermelho médio para procurar por traços de elementos orgânicos e inorgânicos que ajudem a determinar a dieta do hadrossauro e o porquê de sua pele ter sido preservada por tanto tempo.

Para isso, a amostra deve ser colocada no caminho do raio infravermelho e a luz refletir em sua superfície. As ligações químicas dos diferentes compostos presentes na amostra devem criar tipos diferentes de vibrações nesses raios refletidos. Por exemplo, se a pele ainda preservar proteínas, açúcares e gordura, eles deverão criar frequências vibratórias únicas, que podem ser medidas pelos cientistas. “É incrível que possamos conseguir informações desse tipo a partir de um fóssil tão antigo”, diz Tim May, cientista do CLS.

Para os cientistas, a questão mais importante a ser respondida pela pesquisa é o motivo de o fóssil ter se mantido intacto após 70 milhões de anos. “O que não está claro é o que aconteceu com esse dinossauro e como ele morreu. Há alguma coisa especial sobre esse fóssil e a área onde ele foi encontrado, e eu vou descobrir o que é”, diz Barbi.

domingo, 5 de maio de 2013

Ser humano veio de um verme (gostou da sua origem?)


Paleontólogos britânicos e canadenses rastrearam as origens dos seres humanos e outros vertebrados a partir do estudo do fóssil de um verme que nadava nos oceanos há 500 milhões de anos [segundo a cronologia evolucionista], . Segundo o estudo, uma nova análise de fósseis encontrados nas Montanhas Rochosas do Canadá, na jazida conhecida como Xisto de Burgess, na província de British Columbia (oeste), determinou que o extinto Pikaia gracilens é o membro conhecido mais primitivo da família dos cordados, que inclui peixes, anfíbios, aves, répteis e mamíferos. A pesquisa, publicada na revista britânica Biological Reviews, identificou uma notocorda (estrutura primitiva) que se tornaria parte da coluna vertebral dos vertebrados, assim como tecidos musculares chamados miômeros em 114 espécimes fósseis dessa criatura. Também encontraram um sistema vascular.

“A descoberta de miômeros é a prova irrefutável que vínhamos buscando há muito tempo”, disse o autor principal do estudo, Simon Conway Morris, da Universidade de Cambridge, no Reino Unido. “Agora, com miômeros, um cordão nervoso, uma notocorda e um sistema vascular, todos identificados, esse estudo situa claramente Pikaia como o cordado mais primitivo do planeta”, afirmou Morris. “Assim, da próxima vez que pusermos uma foto de família sobre a chaminé, lá no gundo estará o Pikaia”, acrescentou.

Os primeiros exemplares de Pikaia gracilens foram coletados pelos exploradores pioneiros do Xisto de Burgess em 1911. No entanto, os cientistas passaram por alto pelos espécimes, considerados um antepassado das minhocas e das enguias. Só na década de 1970, Morris sugeriu que esse animal com cinco centímetros de comprimento, chato dos lados, e um pouco parecido com as enguias, que provavelmente nadavam movimentando o corpo com curvas dos dois lados, poderia ser o membro mais antigo conhecido da família dos cordados.

Um espécime de Pikaia gracilens está em exibição no Museu Real de Ontário (ROM), e uma exposição maior no sítio de Burgess será organizada.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Dinossauros, erupções vulcânicas e meteoritos


Pesquisadores da Universidade de Princeton acreditam que os dinossauros foram extintos devido a duas catástrofes sem precedentes: erupções vulcânicas cuja proporção poderia ser de até três vezes o tamanho da França e chuva de meteoritos. Segundo os estudiosos, a devastação teria ocorrido há cerca de 65 milhões de anos [segundo a cronologia evolucionista], produzindo os maiores rios de lava da história do planeta, alterando o clima e a atmosfera terrestre. O impacto das catástrofes teria deixado a Terra inabitável por pelo menos 500 mil anos. 

Para mais informações pesquisem na Tecmundo ou procure no jornal Journal of Geological Society, da Índia. 

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Exploradora de petróleo acha fóssil de dinossauro


Funcionária da Syncrude descobriu fóssil de dinossauro marinho no Canadá enquanto operava uma das escavadeiras da empresa. Maggy Horvath desenterrou o que parece ser um fóssil quase completo de plesiosauro, um réptil gigante marinho que foi extinto há 65 milhões de anos [segundo a cronologia evolucionista]. A descoberta foi feita em 14 de novembro, mas somente há três dias a empresa divulgou o achado. No momento, o fóssil está sendo examinado por cientistas e técnicos do Museu de Paleontologia Royal Tyrrell. Uma vez que outros nove fósseis já foram encontrados pela Syncrude, a operadora possuía um protocolo a seguir quando se deparou com o animal: ela parou de cavar e chamou o geólogo que trabalha em parceria com o museu. Graças a isso, nenhuma parte da ossada parece ter sido danificada, e ela será removida até o fim da semana.

Embora detalhes sobre a dimensão do fóssil não tenham sido divulgados, sabe-se que os plesiosauros eram animais de pescoço longo, cabeça pequena e tronco curto que viviam na água. Considerados um dos maiores predadores marinhos que já existiram, eles mediam entre dois e 15 metros, dependendo da espécie. O animal é frequentemente ligado às lendas sobre a existência de um monstro no Lago Ness, na Escócia.

O local de exploração em que o fóssil foi encontrado, em Alberta, já foi, no passado, mar. Diversos fósseis de répteis marinhos foram encontrados lá pela Syncrude. O último, escavado no ano 2000, tinha [supostos] 110 milhões de anos.

(Exame)